PROJETO “EM CARTAZ NO CINE OLIDO” EXIBE NOVO FILME DE MARCELO MASAGÃO

Com sessões a preço popular a partir de 27 de agosto, “Ato, atalho e Vento” costura cenas de 143 filmes clássicos

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Anna Karina em cena de “Viver a Vida”, de Jean-Luc Godard
 
Por Gabriel Fabri
 
Selecionado para a abertura do 10º Festival de Cinema Latino Americano, o filme “Ato, atalho e vento” chega ao Cine Olido pouco menos de um mês depois de estrear nas salas comerciais. Dirigido por Marcelo Masagão (“Nós que aqui estamos, por vós esperamos”), o longa-metragem é exibido em sessões a preço popular a partir do dia 27 de agosto e integra o projeto “Em Cartaz no Cine Olido”. 
 
A sinopse do filme não poderia ser mais sucinta: “as coisas não saíram como havíamos planejado”. O diretor explica o sentido dessa frase, cuja inspiração veio do psicanalista Sigmund Freud. “É a ideia de que o controle que as pessoas têm das coisas é sempre diminuto”, declara. Segundo Masagão, a frase permeia toda a obra, o que o leva a considerar “Ato, atalho e vento” como um “filme-frase”. “Todas as sequências têm esse elemento do que não deu certo – os casais, as fotos, os assassinatos…”, explica. 
 
Composto por pequenos fragmentos de 143 filmes, o longa-metragem vai os encadeando em blocos temáticos, como “viagens”, “aprendizado”, “romance”, “morte” e “solidão”. É tentador, para o público, tentar lembrar a quais filmes as cenas pertencem, já que foram selecionadas obras importantes e algumas bastante conhecidas da história do cinema. Masagão explica que essa brincadeira, que lembra um jogo da memória, é comum a todo filme de montagem, ou seja, a toda obra que costure cenas de outras para produzir, por meio da edição, um novo sentido. “Você joga o público para dentro de uma cena, mas precisa tirar logo ele daquele filme para entrar no seu”, explica. É o corte entre um plano e outro que faz esse movimento de trazer o espectador de uma cena de Ingmar Bergman ou de Fritz Lang para “Ato, atalho e vento”. 
 
O diretor ressalta a importância do corte ao falar sobre os blocos temáticos do filme. No bloco da “solidão”, por exemplo, existem vários adjetivos que distinguem cada uma das cenas – não é uma solidão única em todas – mas não existe um verbo que ligue essas coisas. Essa ligação é feita pelo corte. “Qualquer plano tem tempo e espaço e é o jogo entre esses dois elementos que dá o ritmo de um filme”, acrescenta. 
 
Creditado como “consultor espiritual” do longa-metragem, Freud é inspiração não só de “Ato, atalho e vento”, cuja pesquisa se desdobrou sob o livro “O Mal Estar na Civilização”, como também de toda a vida pessoal e profissional do diretor. “Ele é a ‘expiração’ dos meus demônios, e é excelente nisso”, pontua Masagão. 
 
Serviço: Galeria Olido – Av. São João, 473. Próximo das estações República, Anhangabaú e São Bento do metrô. Centro. | tel. 3331-8399 e 3397-0171 De 27 a 30/8, 17h. De 1º a 3/9, 17h

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